fma-topdiv2

Fundação Mamíferos Aquáticos resgata elefante-marinho-do-sul debilitado na Praia da Aruana, em Aracaju

26/01/2026        
Fundação Mamíferos Aquáticos resgata elefante-marinho-do-sul debilitado na Praia da Aruana, em Aracaju

Um elefante-marinho-do-sul macho foi resgatado na manhã de terça-feira (21) na Praia da Aruana, em Aracaju. O animal, que pesava apenas 44,7 kg e apresentava apatia, baixo escore corporal e sinais de debilitação, foi encaminhado ao Centro de Reabilitação e Despetrolização da Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA) após avaliação de veterinários da instituição e da empresa Mineral, por meio do Projeto de Monitoramento de Praias PMP-SEAL.


                                             Elefante-marinho registrado na Praia da Aruana, em Aracaju. Foto: PMP-SEAL / Acervo FMA.



O exemplar, identificado como juvenil, passou por exames clínicos e laboratoriais para avaliação detalhada de seu estado de saúde. Uma equipe multidisciplinar especializada atuou em sua estabilização e reabilitação. Apesar de todos os esforços e da dedicação da equipe, o animal não resistiu e veio a óbito devido ao seu estado extremamente debilitado.

Após o óbito, o animal foi encaminhado para necropsia e coleta de material para exames complementares visando a identificação precisa da causa da morte. Segundo avaliação preliminar da equipe técnica, o óbito pode estar relacionado a um quadro de inanição e caquexia, condição caracterizada pela ausência de camada muscular e magreza excessiva, que associada a ausência de conteúdo alimentar no estômago, indica que o animal provavelmente vagou por um longo período sem se alimentar.

A coordenadora do PMP-SEAL, Elaine Knupp de Brito, ressalta que Sergipe não é uma área de ocorrência natural da espécie, cuja distribuição regular no país concentra-se principalmente na região Sul. "O elefante-marinho pode ter chegado ao litoral sergipano transportado por correntes marinhas. Além disso, por se tratar de um indivíduo juvenil, há a possibilidade de inexperiência em seu processo migratório e de caça, fatores que podem ter contribuído para a debilidade e posterior morte do animal", explica.


Médica veterinária da Fundação Mamíferos Aquáticos realiza avaliação de elefante-marinho debilitado registrado em Aracaju. Foto: PMP-SEAL / Acervo FMA.

 

Sobre a espécie

O elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina) é o maior dos pinípedes, com corpo robusto, cabeça grande e nadadeiras anteriores pequenas. Machos adultos podem atingir 5 metros de comprimento e pesar até 4 toneladas. A espécie recebe esse nome devido a uma proeminência nas narinas dos machos adultos, semelhante a uma tromba de elefante, que se desenvolve completamente por volta dos 8 anos de idade. Filhotes nascem com aproximadamente 40 kg e 1,30 m de comprimento.


A espécie tem ocorrência regular na Patagônia argentina e ampla distribuição circumpolar no Hemisfério Sul, associada principalmente às regiões subantárticas e à Antártida. A única população continental conhecida ocorre na Península Valdés, na Patagônia argentina, que representa o limite norte regular de sua distribuição.

No Brasil, o elefante-marinho-do-sul não se reproduz e é considerado visitante ocasional, com registros esporádicos em Ceará, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – sendo mais frequente na região Sul, onde é o focídeo mais comumente avistado.

Fora da estação reprodutiva, os elefantes-marinhos vivem solitários, passando 80% do tempo navegando submergidos em mar aberto. Descansam em terra apenas por curtos períodos para troca de pelagem e reprodução nas colônias reprodutivas.

Orientações à população

A FMA esclarece que os pinípedes (elefantes-marinhos, lobos-marinhos e focas) podem permanecer nas praias e costões rochosos em períodos de descanso natural.

Em caso de avistamento, a população deve:

  • Manter distância mínima de 10 metros
  • Afastar animais domésticos
  • Não alimentar nem tentar forçar o animal ao mar, pois ele pode estar descansando ou trocando a pelagem
  • Acionar imediatamente a Fundação Mamíferos Aquáticos pelos telefones 0800 079 3434 ou (79) 99130-0016

Importante: Importunar animais marinhos é crime ambiental. O contato deve ser feito para garantir a segurança do animal e das pessoas.


A realização do PMP-SEAL é uma exigência do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama para as atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural. O projeto é realizado desde o município de Conde (Bahia) até Piaçabuçu (Alagoas), dividido em três áreas. Sendo a responsabilidade técnica da Mineral Engenharia e execução em Sergipe pela Fundação Mamíferos Aquáticos e Projeto Tamar. Para acionar o serviço de resgate de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, vivos debilitados ou mortos, o contato pode ser realizado pelo telefone 0800 079 3434.



ASCOM

Compartilhe com os amigos!

div-wave01